Nos últimos anos, a febre em torno dos Labubu, figuras de vinil criadas por Kasing Lung para a Pop Mart, se espalhou como fogo entre colecionadores do mundo todo. Pequenos, expressivos, com traços que remetem ao grotesco fofinho (ugly cute), os Labubus não são apenas brinquedos: eles evocam emoções, ativam memórias e despertam o desejo de proteger algo frágil e peculiar. E aí está a conexão com outra febre que vem ganhando espaço, especialmente entre adultos: os livros de colorir. Antes vistos como passatempo infantil, agora são tratados como ferramentas de expressão artística, relaxamento e até autocuidado. É possível notar um padrão de retorno ao lúdico, mas sob uma nova ótica: a do afeto consciente. Tanto os Labubus quanto os livros de colorir funcionam como: • Objetos de resgate emocional: Ativam memórias da infância, mas são ressignificados com um olhar adulto. • Atos de autocuidado: Organizar uma coleção, montar uma prateleira, pintar uma página — tudo isso vira um ritual de rec...